Os
pescadores escolados
sabem que são muito
diversificadas as situações
envolvendo
"banheiro"
onde se possa
"cumprir com a
inevitável obrigação"
na beira de rios, lagos
ou lagoas. Se não
estiver muito bem
preparado, pode inibir
de vez os intestinos e
sonhar que a barriga está
para estourar por falta
do devido descarrego.
-
- Existem
aqueles que, ao pisar
fora de casa para uma
pescaria , fecham de vez
o buraco de baixo e
somente vão reativar o
sistema quando
retornarem da pescaria.
E isto independe do
tempo previsto para o
divertimento: de meio
dia até duas semanas ou
mais. Houve até um caso
de um noticiário que
informava sobre uma
chuva de merda na cidade
de São Paulo - era um
dos pescadores aqui
falados, que havia
retornado depois um mês
lá no Pantanal. Um
assombro! Ou melhor, uma
verdadeira avalanche de
fezes privada abaixo e
por sobre a Capital!
-
- Conheci
um pescador que, em
qualquer caso, levava
uma dessas privadas portáteis
nas suas pescarias. Era
como um trono imperial
para esse danado. E o
interessante que ele,
para não ferir a
intimidade da sua
peculiar cagada, construía
uma casinha, com
cobertura de sapé,
paredes de lona e
portinha de entrada,
tendo até um
porta-revistas para
assinalar aos seus culhões
que se tratava de
um ambiente requintado e
decente. Ai de quem
tentasse entrar nesse
espaço reservado! Privada
é privado, e
estamos conversados...
-
- Quando
os barrancos são impróprios
ou perigosos, o serviço
tem que ser feito por
cima da borda da embarcação.
Aqui as cenas são por
demais grotescas para
serem descritas, mesmo
porque cagar assim é só
em último caso,
vencendo a vergonha dos
companheiros e/ou do
piloteiro que olha de
lado e compreende que,
ricos ou pobres, brancos
ou pretos, altos ou
baixos, todos
somos iguais nessa
inevitável hora. E
quando o pescador é
levado bater esse tipo
específico de ponto é
porque está na
"ponta de coitó",
com a coisa já surgindo
e perigando enlamear as
calças em caso de
qualquer refreamento.Ui!
-
- Numa
caravana de pescaria
tipo acampamento lá nas
bandas do rio
Aquidauana, houve um qüiproquó
dos infernos. Cada qual
escolheu uma moita para
receber os cheirosos
presentes estomacais. Os
gordos ficaram com as
moitas mais próximas;
os magros tiveram que se
contentar com os
matinhos mais distantes
- tudo democraticamente
pensado para evitar
correrias e a saída dos
bolotes por entre as
bordas da bunda (coisa
terrível que às vezes
acontece por falta de
precauções). Nunca
diga dessa água não
bebi ou beberei, meu
amigo!
-
- No
terceiro dia logo de
manhãzinha, o Bastião
Gordo, bravo como um onça,
se acercou do restante
do grupo e vociferou: