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INDICADORES PARA A LOCALIZAÇÃO DOS PEIXES
JOHN PETERSON

Estar no ponto certo é o fator mais importante numa pescaria. Em aproximadamente 90% de um lago ou rio não encontramos fartura de peixes. Entretanto, os 10% restantes apresentam aquilo que pode ser chamado de estrutura. Por definição, estrutura é qualquer objeto, declive ou variação que pode ser identificada no leito submerso do rio, capaz de reter e atrair os peixes. Tais áreas apresentam elevações, baixios, pedreiras, ilhas submersas, pontas de cascalho, moitas, troncos e tocos submersos. Ainda que sejam difíceis de serem localizados, existem outros pontos que apresentam uma relação direta com a mudança de profundidade ou com o tipo de leito de um rio ou lago.

Os peixes são criaturas que moram no fundo das águas e que se aproveitam da estrutura - isto porque é exatamente nesse ponto que vivem os peixinhos que lhes servem de comida. Sendo assim, eles usam as bordas e os contornos da estrutura para os movimentos de caçar, esconder-se e emboscar as suas presas. Durante o período de não-alimentação, a maioria das espécies passa o tempo nas adjacências dessas áreas ricas em alimento. Resumindo, as áreas de estrutura retêm a maior parte dos peixes ativos e passíveis de serem fisgados.

Depois que for localizada uma parte da estrutura que retém peixes, a ação deverá ser aprimorada no sentido de chegar ao ponto de contato. Isto significa esquadrinhar a estrutura no sentido de localizar o cardume. Alguns dos mais produtivos "pontos de contato" são : aglomerados de pedra, fundos com cascalho, cavidades com vegetação aquática, rebojos, declives ou aclives dos platôs e laterais internas ou externas de uma barra distante da margem. Um cotovelo logo após um declive ou uma saliência cercada por águas profundas também podem constituir lugares muito piscosos. Em se tratando de um rio, procure pelos rebojos onde os peixes estejam livres das correntezas, poços fundos e árvores ou tocos submersos.

SINTA O VENTO

O vento exerce um papel fundamental na localização dos peixes. O vento funciona no sentido de fazer pequenas ondas na superfície, dispersando os raios de luz e impedindo a sua penetração na água. Dessa forma, o vento faz com que os peixes venham para as águas mais rasas, facilitando a sua captura pelo pescador. Além disso, o vento cria e fornece oxigênio para a água, além de, pelas rajadas, movimentar alimento de um lugar para outro. Muitas vezes, ele nos ajuda a controlar a nossa embarcação, permitindo que ela seja levada silenciosamente pelas correntezas piscosas.

VEGETAÇÃO: O VERDADEIRO IMÃ

O vários tipos de plantas aquáticas constituem uma parte essencial para a vida de muitos peixes esportivos. Eles proporcionam abrigo, sombra, esconderijo e oxigenação aos peixes.

As plantas mais comuns são : aguapé, capim sarã, junco e taboa. Elas se desenvolvem em diferentes períodos do ano, conforme a localização geográfica da bacia.

CLARIDADE DA ÁGUA

Nos lagos de águas transparentes, pesque nos lugares mais profundos e prefira os períodos com menor incidência de luz, como a madrugada, o crepúsculo, depois que anoitecer, quando o tempo estiver fechado ou quando o vento soprar , quebrando a superfície da água. Em águas escuras ou barrentas, os peixes geralmente estarão no raso, mordendo mais freqüentemente ao meio dia e durante os períodos de sol.

ALIMENTO

O alimento é fundamental à vida dos peixes. Toda a sua existência depende da quantidade de alimento para sobreviver. O conhecimento daquilo que os peixes gostam de comer durante as diferentes estações do ano ajuda o pescador a selecionar as iscas artificiais ou naturais mais apropriadas.

CONFORTO

O conforto é a segunda maior prioridade para os peixes. Cada espécie possui a sua própria zona de conforto, preferindo certos tipos de leito, temperaturas de água, condições de iluminação, profundidades e áreas de cobertura. Leitos livres, com areia firme, cascalho, pedra e vegetação formam um excelente habitat para os peixes, enquanto que áreas com muita lama e sedimento são infrutíferas, devendo ser evitadas.

Os peixes geralmente evitam a luz do sol; dessa forma, procure por águas profundas ou escuras durante os dias mais claros, quando os raios do sol penetram fundo nas águas. Procure também por áreas com vegetação, com tocos e troncos submersos e diques. A penetração da luz varia conforme os efeitos do vento, condições do céu e claridade da água, portanto não perca tempo em águas que apresentem muita luminosidade. Como regra geral, os peixes habitam as áreas bem abaixo do ponto de penetração do sol.

DICAS PARA A LOCALIZAÇÃO DOS PEIXES

  • Comece sempre a pescar nas águas mais rasas e prossiga para os contornos mais profundos de modo a encontrar os peixes. Preste bastante atenção para as mudanças de profundidade, tipo de leito e tipo de estrutura.

  • Pesque em lugares um pouco mais rasos quando a água estiver turva; para este tipo de água, prefira os períodos com pouca luz, como a madrugada, crepúsculo ou depois de anoitecer quando o tempo estiver encoberto e quando o vento sopra quebrando a superfície da água.

  • Os peixes gostam das áreas de transição onde o leito macio se transforma em leito duro, onde a lama se transforma em areia, a areia se transforma em cascalho e cascalho, em pedra. Pequenas pedras ou aglomerados de cascalho cercados de lama ou sedimento são imãs para os peixes.

  • Pássaros sobrevoando um determinado lugar podem ser um indicador de cardumes de iscas. E onde existem iscas... existem peixes esportivos por perto !

     


    IN Web-Zine, TFN The Fishing Network, Vol. 2, n. 12, June(2)/1997.
    Com a permissão do editor
    Tradução, adaptação e imagens: Ezequiel Theodoro da Silva


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