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Dentre
os símbolos
mais
utilizados
para
representar
as
atividades
de pesca no
mundo, o
anzol é,
sem dúvida,
o mais freqüente.
Trata-se de
um ícone de
valor
universal,
capaz de ser
compreendido,
no seu
formato, por
diferentes
sociedades e
culturas.
A
invenção
do anzol se
esconde nos
tempos mais
longínquos
da história
da
humanidade,
sendo difícil
precisar a
época do
seu
surgimento.
Entretanto,
pode ser
afirmado que
o anzol foi,
ao lado da
lança, um
dos
primeiros
instrumentos
feitos pelo
homem para
garantir a
sua subsistência
e sobrevivência.
Os materiais
para a sua
fabricação
evoluíram
ao longo das
diferentes
etapas
civilizatórias,
passando do
osso
pontiagudo
ao espinho
retorcido e
à madeira
torneada até
chegar às
diferentes
ligas de
metais.
Em
pesca
esportiva, não
se pode
negar que o
contacto com
o peixe,
para torná-lo
presa e
lutador, é
garantido
pelo anzol
ou anzóis
unidos num
garatéia.
Por isso
mesmo, o
anzol
torna-se o
principal
fator que
pode gerar
ferimentos
e, o que não
é muito
incomum, a
própria
morte dos
peixes,
dependendo
da força
e/ou local
da fisgada.
Uma
solução
simples e rápida
para
minimizar o
problema é
sugerir ao
pescador que
"amasse
a
farpa"
dos anzóis
que vai
usar,
abrindo
assim
perspectivas
para um
maior equilíbrio
no embate
pescador-peixe.
Entretanto,
principalmente
no que se
refere à
pesca de
grandes troféus
com iscas
naturais, não
são todos
os
pescadores
que estão
dispostos a
seguir essa
recomendação.
O que fazer
então ?
OS
ANZÓIS
REDONDOS OU
CIRCULARES
Pesquisas
realizadas vêm
mostrando
que os anzóis
redondos ou
circulares são
os mais
apropriados
para o catch
&
release à
medida em
que a
mortalidade
causada pelo
ação do
anzol
decresce
significativamente
em várias
situações
de pesca e
mais
intensamente
na pesca de
espera ou
poitada, com
iscas
naturais. Além
disso, os
resultados
das observações
mostram que
os anzóis
redondos,
quando
usados,
aumentam o
grau de
precisão ou
acerto na
fisgada, sem
gerar
maiores
ferimentos
no peixe.
Isto
ocorre
porque os
peixes são
fisgados
pelo lado
(ou canto)
da boca. Ou
seja: depois
que o peixe
morde - ou
engole - a
isca, o
anzol
redondo, em
função do
seu formato
circular,
desliza
internamente
até se
enroscar no
lado da boca
do peixe,
geralmente
do lado
direito.
Peixes
fisgados com
anzóis
redondos
raramente
escapam ou
morrem -
podem ser
trabalhados
calmamente
até
chegarem à
borda do
barco ou à
beira do
barranco. Além
disso, o próprio
formato
circular do
anzol
facilita a
sua retirada
para
posterior
manejo
visando
fotografias
e conseqüente
soltura.
PARA
PEIXES DE ÁGUA
SALGADA OU
DE ÁGUA
DOCE
Os
anzóis
redondos não
se colocam
como uma
novidade aos
pescadores
oceânicos
mesmo porque
há muito
tempo são
utilizados
na pesca com
iscas
naturais dos
seguintes
peixes:
espada,
atum, salmão
e tarpon.
Portanto, a
sua eficácia
está mais
do que
comprovada,
apontando
sempre para
a certeza
das fisgadas
e, ao mesmo
tempo, um índice
muito
pequeno de
mortalidade.
A
conclusão
de que o
anzol
redondo
pouco ou me
nada fere o
peixe,
aumentando
as chances
de sobrevivência
do mesmo,
fez com que
as suas
aplicações
se
estendessem
para os
peixes de água
doce. Nos
EEUU, os
"redondos"
são usados
para
conduzir as
iscas
naturais
vivas a bass
de boca
pequena (smallmouth
bass), vários
tipos de
catfish e
bass
listrado (stripper
bass). Os índices
de acertos
nas fisgadas
ultrapassam
os 90 por
cento e, com
a rolagem do
anzol para o
lado da boca
do peixe, os
ferimentos são
inexistentes
ou mínimos,
garantindo o
manejo e a
soltura.
A
aplicabilidade
dos anzóis
redondos
ainda está
para ser
testada e
avaliada
junto aos
peixes das
bacias
hidrográficas
brasileiras.
De qualquer
modo, as
perspectivas
são
otimistas
mesmo porque
é muito
grande o número
de
pescadores
que se
utilizam de
iscas
naturais na
busca dos
grandes troféus,
como
dourados, jaús,
pintados,
piraíbas,
filhotes,
pirararas,
etc. - espécies
de grande
porte que
geralmente
atacam com
maior
intensidades
as iscas
vivas.
Com
base nas
investigações
feitas nos
EEUU a
respeito da
eficiência
e eficácia
dos anzóis
redondos em
sua relação
com a
filosofia do
catch &
release,
fica a
sugestão
para que os
pescadores
brasileiros
passem a
utilizá-los
mais freqüentemente,
relatando,
em paralelo,
os
resultados
obtidos.
STANGE,
Doug. "Curious,
Marvellous,
Amazing -
Circle Hooks
for
Freshwater."
IN In-Fisherman,
March 1999,
Vol 24, Nb.
02, p.
10-15.
(Curiosos,
Maravilhosos,
Extraordinários
- Anzóis
Redondos
para Água
Doce)
WOOD,
Ian
(editor). The
Dorling
Kindersley
Encyclopedia
of Fishing.
London:
Dorling
Kindersley,
1994. "Hooks",
p. 54-57
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