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Pescar
é bom, mas
tolerar as
picadas dos
pernilongos
(no Norte
brasileiro,
chamados de
"carapanãs")
é que são
elas... Para
muitos
pescadores,
quando de
pescarias
distantes, a
primeira
pergunta é
"Tem
pernilongo
?",
revelando um
verdadeiro
terror quanto
a esse tipo de
inseto. Isto
sem falar do
famoso zumbido
na orelha, a
atrapalhar o
sono depois de
um dia intenso
em cima de um
barco.
As
mordidas ou
picadas de
pernilongos
produzem
pruridos,
dores e
edemas. Além
disso, podem
surgir infecções
bacterianas
secundárias
em função
das coceiras
que se seguem
após os
ataques nas
fissuras cutâneas.
Deve-se ser
lembrado que,
diferentemente
da picada de
outros insetos
(mosquito da
malária ou
dengue, a bactéria
do tifo, o ácaro
da sarna,
etc.), a
picada de um
pernilongo
raramente é
fatal.
O
pernilongo
ataca os seres
humanos
principalmente
nas zonas
de muita
vegetação e
em todas as áreas
tropicais.
Dessa forma,
esse inseto
desagradável
pode ser
encontrado em
quase todas as
regiões
brasileiras.
Para o
pescador que
adentra as
regiões com
vegetação
densa, é de
fundamental
importância a
precaução
contra as
ferroadas dos
pernilongos.
As pessoas alérgicas
devem redobrar
as precauções.
BREVE
DESCRIÇÃO DO
CICLO
Existem
mais de 150
espécies de
pernilongo no
Brasil. A
grande maioria
se desenvolve
em menos de
uma semana após
a desova,
ganhando a
maturidade em
cerca de 10-14
dias. Quer
dizer: os
pernilongos
crescem
rapidamente !
O
pernilongo
precisa de água
e de altos níveis
de umidade
para o seu
completo
desenvolvimento.
Ainda que as fêmeas
consigam
sobreviver
pelo período
de 1 ano, a
grande maioria
morre na estação
do ano em que
nasceram. As
populações
de pernilongos
mantêm-se
vivas de ano
para ano
porque elas são
capazes de
vencer o período
de inverno e
recomeçar o
ciclo nas estações
seguintes
através de
sobreviventes
adultos,
pupas, larvas
ou ovos (cada
espécie tem o
seu próprio
mecanismo de
sobrevivência
às
adversidades).
Nem sempre a fêmea
adulta
necessita de
sangue para
começar a
reproduzir. A
maior parte
dos
pernilongos põe
centenas de
ovos e são
capazes de
gerar imensas
populações
num curtíssimo
espaço de
tempo.
LOCAIS
DE DESOVA E
REPRODUÇÃO
DOS
PERNILONGOS
As
águas paradas
constituem o
local
preferido para
os pernilongos
se
reproduzirem.
Entretanto,
desde que
exista um
certo grau de
umidade, estes
insetos podem
também se
reproduzir em
arbustos com
água no seu
entorno,
buracos de árvores,
águas movendo
em camaralenta
(pequenos córregos),
etc. O
importante é
saber que os
pernilongos
precisam de água
para se
reproduzir.
Eles
rapidamente
migram de um
lugar para
outro à
procura de
condições
ideais (água/umidade/área
sombreada)
para se
multiplicarem.
PRECAUÇÕES
-
No
caso de
acampamentos,
faça
uma análise
do espaço
antes
de armar
a sua
barraca,
evitando
a
proximidade
com águas
paradas
ou córregos
sombreados
-
Jamais
esqueça
de levar
um
mosqueteiro
(proteção
para o
teto da
cama,
geralmente
feito de
tule)
quando
for numa
pescaria
de
acampamento
- este
procedimento
permite
um sono
mais
confortável,
mantendo
zumbidos
e
possibilidades
de
picadas
à distância
-
Na
caixa do
pescador,
nunca
deve
faltar
um bom
repelente
do tipo
spray (há
vários
tipos no
mercado)
- evite
sujar as
mãos
com o
produto
à
medida
em que o
cheiro
pode
impregnar
a isca
(artificial
ou
natural)
e
espantar
os
peixes
buscados
Importante:
Se o
repelente não
for à base
de óleo,
convém
renovar a
aplicação
regularmente
a fim manter
o efeito.

Camisas
de cor
clara,
de manga
comprida,
podem
diminuir
a
intensidade
dos
ataques;
os
tornozelos
devem
estar
protegidos,
principalmente
nos horários
de maior
presença
dos
insetos
(este
horários
variam
conforme
as
diferentes
regiões,
mas a
experiência
mostra
que a
preferência
é o
anoitecer)
A
pulverização
das
roupas e
meias
com pó
de
enxofre,
antes de
penetrar
em áreas
de
vegetação
densa,
pode
evitar a
picada
de
insetos.
Em
sendo
picado
por
pernilongos,
faça o
seguinte:
ATENÇÃO
: Jamais raspe
as feridas de
picadas de
insetos !
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