- SOBRE
AS ISCAS
"RATTLING" SEM
BARBELAS
- ROBERTSON
RIGGLET III

- INSTITUTO
DE PESCADORES
NORUEGA
A
maioria dos pescadores sabe
que as iscas do tipo
"rattling" sem
barbelas, recolhidas num ritmo
moderado, cobrem as águas
mais rapidamente do que
quaisquer outras iscas e, por
isso mesmo, têm a
possibilidade de fisgar
qualquer coisa que lhes cruzar
o caminho. Elas são imbatíveis
na localização dos peixes,
principalmente quando estes
estão perto da superfície,
nadando por sobre as vegetações
submersas e de fundo.
Mas
o que a maioria dos pescadores
esportivos não sabe é que os
pulos dessas rattlers também
são letais quando os peixes
estão refugiados em águas
mais profundas. Basta que se
use uma técnica adequada para
fazer os arremessos.
Essa técnica exige mais
habilidade e atenção do que
um simples recolhimento contínuo.
Você precisa trabalhar estas
rattlers com a
ponta da vara, experimentando
paralelamente o fundo -
este, inclusive, não pode
apresentar muitos enroscos ou
saliências. Você também
precisa ser sensível ao
ataque do peixe (geralmente ao
cair da isca ) e responder
imediatamente com uma fisgada
bem sintonizada.
Os
movimentos imitando pequenos
saltos ou pulos são mais
vantajosos porque levam em
consideração os atributos
das rattlers sem barbela. Esse
tipo de isca afunda mais
depressa do que os outros
tipos de isca. De fato, o
balanço firme dessa isca
provoca os black bass que estão
no fundo e o barulho
(decorrente dos chumbinhos
internos) penetra fundo nos
nervos do peixe, fazendo-o
atacar com muita ferocidade. E
ao longo de todo o processo de
recolhimento, a semelhança da
isca com um peixinho real
serve para convencer os
predadores de que eles
realmente têm diante de si um
prato irresistível e
saboroso.
As
estruturas apropriadas para o
uso da técnica aqui descrita
(saltos com as rattlers)
incluem desníveis, canais e
planos. Se você for
experimentar um alvo específico,
tal como uma ponte afundada ou
um conjunto de rochas, o
recolhimento vertical é a
melhor pedida.
Para
recolher na vertical, você
deve primeiramente posicionar
o barco sobre os peixes e
deixar a rattler afundar
direto até bater no fundo do
rio ou lago. Depois, levante
repetidamente a ponta da vara
e deixe a isca pulsar quando
voltar para baixo. Tente
de tudo, de levantadas suaves
de apenas 6 polegadas a
puxadas rápidas que fazem
correr a isca 4 pés por vez.
Esta técnica é semelhante à
usada com colheres de metal. A
diferença é que as iscas
rattler sem barbela produzem
tentações mais vivas,
barulhentas e naturais,
Para
cobrir estruturas maiores,
tais como regiões planas e
extensas, onde os black bass
se dispersam para encontrar
comida, faça arremessos
longos e coloque em prática
recolhimentos paralelos ao
fundo. Como nesses planos os
peixes não formam alvos específicos,
a velocidade conseguida pelos
saltos da rattler faz com que
você produza arremessos com
grande eficiência. Se os
black estiverem vagueando por
esse espaço, é certo que você
passar a sua isca perto deles.
A comoção produzida pelos
saltos no fundo chega a
levantar os bass, aumentando a
potência dessa isca
artificial.
Os
arremessos longos vão
aumentar a cobertura do fundo.
Graças ao seu modelo
compacto, uma rattler sem
barbela parte como um foguete,
especialmente quando conjugada
com uma vara (fibra de vidro)
com um comprimento de 6/meio a
7 pés para ação média. Uma
linha monofilamento de 12
libras permite que a isca
afunde mais depressa e segurança
para dominar um black bass de
bom tamanho em águas abertas.
Diminua para uma linha de 10
libras quando estiver pescando
em profundidades com mais 10 pés.
As linhas mais finas cortam a
água com mais facilidade e
conseguem afundar mais
rapidamente.
- Texto
produzido a convite do
SITE PESCARTE
- e
publicado com a autorização
do autor.
- Tradução
do inglês: Ezequiel
Theodoro da Silva
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