Vamos Pescar - IGFA 04

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4- PREMIAÇÕES E FESTIVAIS DA IGFA

Kdu Magalhães

 

   

Além de homologar os recordes mundiais, a IGFA tem varias premiações muito interessantes.

1000 POUNDS CLUB.

Os pescadores que pegarem qualquer peixe acima de 1000 libras têm direito a fazer parte deste clube. Seu nome sairá no anuário da IGFA e você terá direito a usar um badge desta categoria, o mesmo acontecendo em todas as outras. Três pescadores brasileiros pertencem a este clube exclusivo: Paulo Roberto Amorim, com um marlim de 1402 libras, Renato Gil Barbosa também com um marlim de 1205, sendo o último a entrar para esta lista, o carioca Alessandro Corti, o popular “Madeirinha”, com um “Big Blue” de 1153 libras, e o também carioca Eurico Soares com outro de 1265. próximo a Cabo Frio. Podem não acreditar, mas um deste marlins foi dominado em pouco menos de 20 minutos.  A famosa sorte do Mr. Madeira, como sempre, o ajudou. Um dos anzóis se cravou no céu da boca do bicho, acertando um nervo fatal. Já o Eurico Soares proporcionou à lancha Komplot comanda pelo paulista José Wagner o primeiro lugar no Torneio "VIII Cabo Frio Marlin Invitational".

10 POUNDS BASS CLUB

Para pertencer a este clube, o pescador terá de pegar um bass com mais de 10 libras de peso.

PEACOCK BASS CLUB  

Para pertencer a este clube, o pescador terá de pegar um tucunaré com mais de 10 libras de peso. Por incrível que pareça, consultando esta lista, não encontrei nenhum nome brasileiro.

25 POUND SNOOK CLUB

Para pertencer a este clube, o pescador terá de pegar um robalo  com mais de 25  libras de peso.

SUPER GRAND SLAM CLUB

Existem 2 categorias de Super  Grand Slam. O Inshore, no qual você só se classificará se pegar no mesmo dia um tarpão, um robalo, um pampo sernambiguara e um bonefish. A categoria Offshore só é obtida pela captura, no mesmo dia, de um marlim azul, um marlim branco, um sailfish, e um swordfish.

GRAND SLAM CLUB

É a mesma coisa, mas só são necessários 3 peixes dos grupos anteriores.

20 TO 1 CLUB

São classificados para este clube os pescadores que conseguirem pegar um peixe cujo peso seja 20 vezes maior do que a libragem da linha. Exemplificando: estaria apto para entrar nesta categoria um pescador que, com uma linha de 12 libras, conseguisse capturar um peixe de mais de 240 libras. 

15 TO 1, 10 T0 1, 5 TO 1 CLUBS 

São clubes idênticos ao 20 to 1 , só que com diferentes libragens.  

ANNUAL FISHING CONTEST

Esta modalidade se destina a premiar, todos os anos, o pescador que pegar o maior peixe de cada espécie. Ela vale para todos os peixes listados no anuário de recordes da IGFA. Este ano um ganhei 8 destes prêmios. 

THE TOP TEN ANGLERS

Esta lista ranqueia os melhores pescadores do mundo. È publicada anualmente no livro da IGFA. O critério da mesma é bastante discutível. A IGFA considera somente o número de recordes batidos por pescador. O que absolutamente não tem uma relação direta com sua habilidade haliêutica. De qualquer forma, os meus 10 recordes mundiais reconhecidos pela IGFA ano passado deverão me colocar nessa lista.   

SUGESTÕES À IGFA  

O México tem 15 representantes da IGFA. A Austrália também tem 15. Nos USA são 123. Por que nós temos somente 7? E destes 7, com exceção do representante de Manaus, São Paulo, Pará e Mato Grosso, todos são principalmente ligados à pesca de oceânica. Nós, pescadores de águas interiores, necessitamos de mais representantes de nossa classe. Por que não ter um em Ribeirão Preto, um dos maiores centros de pesca esportiva do Brasil? Por que os estados do Mato Grosso do Sul, Goiás e Paraná não estão representados? 

O Brasil tem um das maiores bacias hidrográficas do mundo. Estima-se existirem cerca de 2000 espécies de peixes fluviais, das quais, pelos nossos cálculos, 200 poderiam ser classificados como “Game Fishes” (peixes esportivos). Destes, somente 33 são reconhecidos pela IGFA. Seria interessante a realização de um Seminário Internacional no qual pescadores brasileiros, juntamente com ictiólogos e representantes da IGFA, pudessem estabelecer uma relação dos nossos “Game Fishes”, abrindo inclusive sua classificação por classes de linha. 

Existem poucos recordes abertos por classe de linha de águas interiores no Brasil. Os de tucunaré, cachorra, tambaqui, apapá. Além destes, existe aberta uma categoria de peixe que a IGFA chama de “sorubim”. O problema é que os gringos encaixam, nesta categoria, peixes de peso completamente dispares, tais como o pintado, o cachara, o caparaí e o próprio surubim. Na realidade, é a mesma coisa que colocassem todos os tipos de marlins em uma mesma categoria. Os pobres dos marlins brancos e rajados nunca teriam vez, como é o caso do nosso cachara, o menor peixe da categoria mencionada.    

Além disso, porque não liberarem classes de linha para peixes super esportivos, como as nossas piraíbas, bicudas, cachorras-facão, aruanãs, barbados, pirararas, corvinas, matrinchãs e muitos outros?  

VEJA MAIS NA IGFA DO BRASIL: http://www.igfa.com.br/  

 

KDU MAGALHÃES

Pesca desde menino e tem uma verdadeira paixão pela pesca esportiva. Já venceu vários campeonatos, tendo batido muitos recordes internacionais. Participou, como colaborador, das Revistas Pesca & Companhia, Troféu Pesca e Pesca Esportiva. No mundo da Internet, também escreve para os sites www.pescabrasil.com.br  www.scotangling.co.uk .

 É filiado à TBF- The Billfish Foundation e IGFA- International Game Fish Association. Visite o site do Kdu: www.fishing-in.rio.com !

 

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